Reportagem teve acesso com exclusividade ao depoimento do executivo, que disse que nunca teve intenção de concretizar atos sexuais com menores, ‘mantendo seus desejos apenas no âmbito da fantasia’. Caso continua sendo investigado, em Goiânia.

Autor: admin
Data: janeiro 13, 2022

Um empresário de 37 anos, que foi preso em um condomínio de luxo por suspeita de pornografia infantil, foi solto após pagar uma fiança de R$ 12.1 mil, em Goiânia. Ele é investigado por comprar pacotes com pornografia infantil e aliciar crianças e adolescentes para fazer sexo, em Goiânia, conforme a Polícia Civil.

Os nomes do empresário e da empresa não foram divulgados pela polícia. Por isso, o g1 não localizou a defesa para que se posicionasse até a última atualização desta reportagem.

Os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão na sede da empresa e na casa dele, onde estava uma filha de 2 anos, na terça-feira (11), momento em que ele foi preso em flagrante após os agentes encontrarem pornografia infantil nos aparelhos eletrônicos dele.

A investigação informou que o homem se trata de um executivo sócio de um grande grupo econômico que atua em todo o país.

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Depoimento

g1 teve acesso, com exclusividade, ao depoimento do investigado, prestado durante a prisão em flagrante. Em boa parte dos questionamentos, o suspeito optou por ficar em silêncio, mas se disse arrependido pela prática do crime ao qual é investigado.

Durante a apresentação do caso à imprensa, o delegado Daniel de Oliveira, que investiga o caso, disse que o empresário aliciou uma segunda pessoa para fornecer pacotes com vídeos e fotos de pornografia infantil, que eram pagos por transferências via PIX e recarga de celular.

“Essa segunda pessoa tem um irmão de 10 anos, que foi estuprado por esse irmão com pedidos desse executivo, que instigava essas práticas e determinava que esse segundo homem marcasse encontros com crianças e adolescentes”, detalhou o delegado.

Em depoimento, ao ser questionado se o empresário tratou com essa pessoa de combinar um encontro com a criança com a finalidade de ambos abusarem dela, ele respondeu que teve sim esse tipo de conversa, mas que nunca teve a intenção de concretizar os atos, “mantendo seus desejos apenas no âmbito da fantasia”.

O empresário informou ainda, durante o interrogatório, que conheceu a pessoa suspeita de fornecer os materiais pornográficos em um restaurante próximo ao seu local de trabalho há cerca de três anos e que, desde então, passaram a conversar pelas redes sociais e receber materiais pornográficos dele.

A Polícia Civil informou que esses encontros para práticas sexuais com crianças e adolescentes, no entanto, estão sendo investigados porque, segundo o delegado, ainda não há provas de que eles teriam acontecido, mas apenas troca de mensagens por celular.

FONTE:G1